Inovação sustenta crescimento das franquias em 2017

Inovação sustenta crescimento das franquias em 2017

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As franquias conseguiram  aumento de 8% no faturamento em 2017, segundo dados preliminares divulgados pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) — apesar dos contratempos da economia. O descolamento do desempenho médio das áreas de comércio e serviços foi possível, em boa medida, graças ao investimento que as redes fizeram em inovação.

 

Segundo a 1ª Pesquisa de Inovação nas Franquias Brasileiras, feita pela ABF em parceria com a Confederação Nacional de Serviços (CNS), com metodologia da Fundação Dom Cabral, 91,8% das empresas franqueadoras adotaram algum novo produto ou serviço entre 2014 e 2016. Ainda de acordo com o levantamento, 45% delas disseram ter adotado equipamentos, técnicas ou mesmo novos softwares no negócio.

Graças a esses investimentos, 50,7% disseram que a inovação aumentou a participação da empresa no mercado. E 43,1% afirmaram que as iniciativas inovadoras refletiram na melhora da rentabilidade. “Não estamos falando de uma inovação disruptiva (em vez de evolutiva), mas incremental, que privilegia logística, atendimento e gestão”, diz Altino Cristofoletti Júnior, presidente da ABF.

Na rede de calçados infantis Bibi, que tem 110 unidades franqueadas, a inovação serviu para aproximar ainda mais quem trabalha nas lojas, na produção e nas tomadas de decisão. Em 2016, foi criado o chamado “ninho de inovação”, que funciona como um portal onde os colaboradores podem sugerir ideias. Em 2017, foram cerca de 300 sugestões e as melhores acabaram premiadas em seis categorias. Entre as propostas que mais renderam resultados para a companhia, segundo Camila Kohlrausch, diretora de Marketing e Produto da empresa, estão o tênis com LED e o modelo com patchs, que permitem a customização do calçado.

“Fazemos uma reunião por mês para discutir as sugestões. Damos retorno positivo, negativo, ou pedimos um refinamento da ideia. Podem surgir desde propostas para mudar um processo de produção até diferenciais para os nossos produtos. Nessa parte, as lojas se saem muito bem, já que têm o contato com os clientes e conseguem captar melhor quais são as aspirações deles”, detalha a diretora.

Para a executiva, sem o investimento nesse tipo de canal de comunicação e na aposta em ações inovadoras, a crise na economia teria impactos maiores. “A inovação sempre existiu na empresa, mas não da forma como funciona hoje. Do jeito que é agora, contribuiu muito nesse período em que o mercado não está muito receptivo”, diz Camila. Segundo ela, cerca de 20% da receita veio do ninho de inovação e dos workshops que a companhia promove com profissionais da área de saúde, como médicos, fisioterapeutas e professores de educação física.

 

Apesar do baixo crescimento da economia em 2017, a Bibi teve  aumento de 12% no faturamento da rede de lojas (valores não divulgados) e de 20% nas exportações. Para este ano, segundo Camila, a expectativa é de que as lojas tenham  acréscimo de 25% na receita e as vendas ao exterior evoluam cerca de 20%. 

Fonte: Correio Braziliense